Ancestralidade Esquecida o Silêncio que ecoa na roda
Nesta crônica, Mestre Macaco nos convida a refletir sobre um tema urgente e muitas vezes ignorado: o apagamento da ancestralidade na capoeira contemporânea. Com linguagem direta e firme, ele explica o que é ancestralidade de forma acessível — não como um conceito distante, mas como algo presente nos gestos, nos cantos, nas rodas e nas escolhas de quem vive a capoeira. A crônica denuncia o risco de transformar a capoeira em produto, silenciando mestres e rituais em nome da profissionalização. Ao mesmo tempo, propõe um caminho de reconexão: ouvir os mais velhos, valorizar os saberes que não cabem em planilhas e lembrar que tradição não é obstáculo — é fundamento. “Você pode até tentar renegar com palavras, mas os gestos não mentem. Eles te conectam com o teu mestre, com o passado, com a história que te formou.” Essa é uma leitura para quem quer pensar, sentir e se posicionar. Porque roda sem raiz não gira — ela gira em falso.
Jose Alberto da Silva Junior - Mestre Macaco
11/21/20251 min read
Escreva aqui o conteúdo do post
